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Chuva
Certo dia
Numa mesa de bar
Em uma cidade cujo nome eu prefiro esquecer
Filosofei sobre a vida
Meus pensamentos voaram
Junto com a fumaça do cigarro
A chuva caía
E molhava tudo ao redor
Nesse momento
Entendi porque os dias de chuva são tristes e melancólicos
Os pingos de chuva
São como lágrimas
Lágrimas muitas vezes caladas e veladas
Que Deus se encarrega de derramar por nós.
Pinheira, 28/02/2001
Por Entre a Bruma
à Carol
Aqueles olhos…
Ah… aqueles olhos…
Aqueles olhos que na noite penetraram
Que fizeram de mim reles poeta abandonado
Aqueles olhos “de poema transladados”
Aqueles olhos
Em meu peito enamorados
Por entre a bruma aqueles olhos feneceram
E de meu canto mais uma estrofe mereceram
Aqueles olhos que outro dono encontraram
São os mesmos olhos – em outro tempo, apaixonaram
Mas ela é toda
Toda olhos, seios, lábios
Toda pêlos, sonhos, medos
E só tê-la tornou-se o meu desejo
Mas o seu rosto, os seus olhos e o seu corpo
Que me encantaram e certo dia me envolveram
São apenas simples traços que morreram
E em meu quarto em sonhos tristes se perderam.
Laguna, 16/01/2001

