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à Fabíola Zanotelli
Morreu esta noite uma estrela
Morreu
E a noite pareceu mais longa
O sol em luto demorou-se a vir
E um colégio, em silêncio, parou um minuto
Muitos perguntam, muitos comentam
“Mas ela? Tão jovem! Qual era o problema dela?”
Outros reclamam da rapidez
Com se a morte marcasse hora
Ou desse aviso prévio: “Como pode?”
“A semana passada a vi passar por aqui!”
“Eu a vi passar, estava bem!”
“Eu não posso acreditar”
Hoje, há um silêncio sob essas arcadas
Hoje
Um choro velado toma o Casarão
Mas triste é o destino dos mestres
De almas fúteis como as nossas
Que não se abalam, que não calam
E que lágrimas não derramaram
Mas só uns poucos que nela tinham
Mais que uma mestra, uma amiga
Que perderam não uma matéria
Mas uma amizade
Que perderam não um dia de aula
Mas uma vida.
18/06/2001
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I Queira eu clamar teu nome |
II O teu abraço |
| III
Os teus beijos sonho |
IV
Onde se faz o ato |
| V
Mais de mil faces |
VI
De novo vens |
| VII
Nessa dança 03/05/2001 – 08/05/2001 |
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Fim
Fim.
“Sonho de uma noite de verão”.
Será que Shakespeare sabia
O que realmente isso significa?
Bem, isso eu não sei.
Só posso dizer que o meu acabou.
Foi-se o sonho,
E, com um pouco de sorte,
Restaram as noites de verão.
Não posso negar, já sabia
Que, um dia, com alguém, aconteceria.
Não posso nem ao menos reclamar
Ou dizer que nunca passei por isso.
A verdade é que,
Por um tempo indeterminado,
Tentei esconder a verdade.
Parece que ela cansou de ficar escondida,
E agora, meus amigos,
O sonho acabou;
A chama morreu;
O vento passou;
E a árvore
Sem folhas
Re-
Nasceu.
Início.
?/?/1999
Apologias
à Carol
Vê?
As folhas no arvoredo farfalham.
O vento que as move não sabe disso
Nem se importa. Só sabe que tem de ir.
Na sua infindável via de ser,
Mover as folhas é só uma conseqüência.
O vento não sabe de onde vem
Nem para onde vai.
Sabe que no meio do caminho
Havia folhas
E elas se moveram quando ele passou.
Ele teria passado com ou sem as folhas.
Para ele foi só um atraso.
Que culpa tem ele delas estarem ali?
Que culpa tem ele delas terem se movido?
Que culpa tem ele se algumas delas caíram?
Que culpa tem ele se a árvore
Sem folhas
Morreu?
Assim são as coisas.
Às vezes, mesmo sem querer,
Cometemos crimes contra a vida.
Entramos na vida de alguém,
Acabamos com a sua tranqüilidade,
Bagunçamos, destruímos,
E quando finalmente somos tudo que ele ou ela tem
Seguimos em frente como o vento.
Sinto muito. É tudo o que tenho a dizer.
Sinto muito.
Minhas folhas caíram.
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