Te espero. Te sinto. Te acho.
Por entre versos
O teu retrato eu faço
Eu vejo beijos
Eu antevejo teus abraços
Que não existem
E já são todos simples traços
Sinto que queres
E sentir também eu quero
Mas evasivos nos falamos
Tu te vais. Eu te espero.
Não são sei bebo o licor que há neste jarro
Pois “o beijo, amigo,
É a véspera do escarro”.

22/04/01

PS – O último verso é um “empréstimo” de um verso do poema “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos.