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Jaz a teu lado um novo corpo
Um corpo humano de amor, serenidade
E se faz na ebriez do corpo morto
Um mundo triste, berço efêmero da cidade
É essa cidade minha fortaleza e meu retiro
Onde respiro os altos brios da mocidade
E é só verdade esse amor o qual transpiro
E necessito por já não ter outra metade
E ter verdade, ter mentira e ter maldade
É minha trilha, minha sina e minha vida
E já se faz da minha vida só saudade
E de saudade vou morrer (minha vida finda)
Ela se foi (e com ela minha felicidade)
Já fui poeta, mas amor não tive ainda.
?/?/2000.
