Amanda
Ah, Amanda,
Hoje quando acordava
Lembrei de uma frase tua:
“Não pense, Guilherme, aja,
Pois pensar não vai diminuir teus problemas.
Só atrasá-los, enquanto, lá fora,
O sol te espera com a esperança de um recomeço.”
Logo quem para falar em recomeço.
Você, que é a renovação em pessoa,
Que vive um dia após o outro,
Que parece ir contra toda e qualquer manifestação
De pressa, ansiedade,
Dessa coisa louca que acaba levando
Qualquer neopsicótico à loucura.
Queria ser como você, Amanda.
Só ter certeza da incerteza
Da mudança das coisas imutáveis.
Gostaria de não me preocupar com o amanhã
E deixar-me preencher pela magia
E pelas possibilidades do momento,
Aproveitar cada dia como se fosse o último.
“Que o amanhã cuide de si mesmo”.
Porém, tu és incerta como a brisa
Que do mar vinha afagar-te os cabelos.
Não sei se amanhã estarei contigo.
Não sei, Amanda, se restará um beijo
Para contar a história de um amor perdido
Que no mar nasceu e no mar teve termo.
?/?/2000


1 comment
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19/05/2008 às 15:32
Jaime
alô, guilherme!
dei uma boa visitada no teu blog, e li vários dos poemas. pois digo que tens muito talento. espero que continues escrevendo.
imagens fortes, metáforas criativas e uma boa visão de mundo: isso, no liqüidificador de uma cordiana criatura – como tu – é uma belíssima combinação. ave, poeta!
adelante!
jaime