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Das coisas que eu mais odeio
Das coisas que eu mais odeio
Já não posso falar mais
Pois odeio tudo o que falo
E me odeio por falar demais
As coisas que eu mais odeio
É uma… são duas… ou mais…
São coisas que ainda encontro
São coisas que a vida me traz
Odeio essa guerra fingida
Odeio os discursos de paz
Odeio essa lábia, a mentira
Odeio por não ser capaz
De ganhar ou perder nessa vida
Inda seja um furto sagaz
Inda seja uma vida perdida
Inda seja o que já não é mais
Odeio os poetas, tão “santos”
Em seus versos de cinzas e mais
Suas bebidas e licores profanos
Que da guerra nos tiram a paz
Enfim, odeio odiando
A forma que odiar me traz
Odeio essa lira, odeio!
Odeio por ser fácil demais.
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Poema em Atraso
Hoje o céu não tem estrelas.
Esta noite não tem luar.
Este amor não tem poesia,
E eu vi a tristeza chegar
Chegou como fosse lembrança,
Lembrança de alguém, um lugar.
Lembrando de um tempo, uma vida,
Uma vida que não voltará.
Às vezes de tanto chorar
Ganhamos sem perceber
Um amor, um lugar, alguém pra te amar,
Te amar sem você merecer.
De que adianta esse amor, este mar,
Se no fim sem ti fui viver,
Enquanto tu ficaste a chorar,
E eu fiquei a morrer?
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Desconhecida
em algum lugar de Imbituba
Um dia quando andava na rua
Encontrei uma mulher-menina
Menina em sua doçura
Mulher em sua volúpia
Era bela e eu a amava
E me amava também ela
Sua voz era uma lira
Que vinha tocar em minha janela
Seu sorriso cheio de graça
E o brilho de seus olhos
Dois portais para sua alma
Por isso então me apaixonei por ela
Falamos, rimos, sorrimos
Fizemos planos que nunca mais cumprimos
O tempo não existia
Existia só eu e ela
E nosso amor que a cada segundo
Que passava esmoecia
Me curaste de meu mal
E meu curar ficou provado
Mas outro mal vem me assolar
Pois não estás mais a meu lado
Por que vieste se te vais?
Por que te vais se a pouco vieste?
Mas assim é esta vida
De tantas chegadas e partidas
O que foi feito para durar
Seria melhor não ter na vida
E aquilo que sabes mais precisar
Vai com o vento, vai com a brisa.
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