Meu Bem…

à Carol

Sabe
Estive pensando sobre certas coisas
(Ultimamente, tempo é o que não falta)
E decidi que você deveria saber disto.
Não fiz nada sozinho.
Você tem tanta culpa quanto eu.
Neste caso, por que só eu carrego o fardo?
Venha buscar o que é seu, meu bem.
Não me culpe por gostar de você.
Se você não pediu isso, muito menos eu.
Não me culpe por tê-lo sentido.
Não me culpe pelo que não aconteceu.
Agora que tento consertar o que você quebrou,
Ainda vem me perguntar o “porquê” de eu estar assim!
Assim como, querida?
Sinto-me perfeito, sinto-me bem
Como há tempos não me sentia.
O que houve? O feitiço acabou?
Você não me faz mais rir?
Não estou mais a seus pés?
Seu tempo passou, querida.
É chegada a hora de dizer adeus.
Você já pegou o que podia,
Agora deve prestar contas sobre como usou.
Não, querida, você não pode ficar mais um pouco.
Agora a pressa é minha.
Meu coração diz que esperou demais,
E está mais do que na hora de passar a próxima da fila.
Comigo, meu bem, é assim.
Meu amor é como um fio
Onde andorinhas vêm pousar.
Algumas ficam por uns momentos.
Algumas chegam a fazer um ninho.
Outras vêm só para sujá-lo.
Assim, meu bem,
Não me pergunte por que mudei.
Meu amor é sempre o mesmo.
As andorinhas é que mudaram.

?/?/1999