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Carolina

à Carol

Tu com teus olhos perolados
A mim me fizeste encantar
Teus lábios como que de poema transladados
A mim não permitem outra coisa senão te amar
Graças dou eu depois de tantos amores acabados
Ter tido a chance de um dia te encontrar

Se de mim, Carolina, escravo fizeste
Foi de amor, do teu amor, do qual dependo
Mesmo se tal intenção nunca tiveste
De te amar, de querer-te, não me arrependo
Se porventura distância de mim um dia quiseste
Não queiras tal, pois hei de acabar morrendo

Ante ti o meu amor sobeja
Amor esse que não posso mais conter
Conter esse sem que tu veja
Conter esse sem que eu venha a morrer
Deus queira que teu amante eu seja
Antes de tal amor esmoecer

Oh, Carolina, onde estás?
Queira eu o teu amor profundo
Sem ti minha alegria volveu atrás
E o amor, meu doce amor, fugiu do mundo
Agora nem lembranças meu coração traz
E meu espírito cai, conhecendo do poço o fundo

Mas chega! Da tristeza nem mais mesmo sei o nome
Depois de ti, só de ventura sou feito
O fogo de meu fero amor me consome
A chama fugaz arde em meu peito
Somente do teu amor eu tenho fome
Desejo tal que não me deixa descansar no leito

Minha alma ante tal possibilidade se aquece
Que por tal amor também estejas sendo consumida
Toda dúvida e indagação se arrefece
Amo-te mais que a minha própria vida
Do amor e de tudo mais que se conhece
Paixão maior que essa nunca foi sentida

Agora, eu tento transcrever a essas pobres linhas
O que eu, poeta, temeroso sinto
A ti, Carolina, as emoções minhas
(Se o contrário te disser é porque minto)
Para que certeza eu tivesse de que certeza tinhas
Do amor, do fero e doce amor que por ti sinto.

?/?/1999 – o primeiro poema que eu escrevi na minha vida.

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