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As Duas Faces de uma AlmaO Homem e o Poeta
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Parte I: A Revolta do Homem Cale-se em mim Aparta-te de mim Te entrego à morte agora ?/?/1999 |
Parte II: A Resposta do Poeta Que pensas tu de mim Com a escrita nunca estiveste Assim, Homem dos Ares, |
Sábado
à Carol
É nestes momentos de paz
Que sinto preencher-me de saudade
Uma saudade boba – dessas que parece uma música
Que a gente ouve só na nossa cabeça
São esses momentos da vida
Que me fazem lembrar de ti
Fico assim meio dividido
Entre a vontade de correr até ti
Ou ficar em meu quarto sorrindo
Lembrando do teu sorriso
Lembrando do teu olhar (e meus olhos fitando os teus)
É tão bom estar contigo
Sentir tua mão à minha
Falar coisas em vão
Deixar o tempo passar
Deixar a noite cair
Deixar amar
Calar
E deixar-se ir.
?/?/1999
Lausiane II
Ah, amiga minha, se sentisses
A dor que eu sinto eternamente
Feliz de mim se um dia conseguisses
Entender o desconsolo dessa mente
Mas sentes sim, é só porque não a vejo
Sentir a aquilo que não vistes
Das minhas lágrimas nascer aqui um Tejo
Cujo curso parar não conseguistes
Surge agora maior que a esperança
De um dia ao amor ter alcançado
Uma dor, mais uma nova esquivança
Da ausência desse amor (ou desse fado)
E só ficou para mim esta lembrança
Que caminha agora triste ao meu lado.
?/?/1999

